Esta semana perdi meu avô.
Ele tinha 94 anos e já nessas últimas semanas não estava mais tão lúcido.
Meu avô foi um herói. Basicamente fazendeiro com uma garra invejável. Comprava uma fazenda, construía uma casa, deixava montadinha e vendia. Fazia dentro da própria fazenda os tijolos e tudo mais que precisava.
Montou sua fábrica de vinho e distribuía pelas lojas já com seus oitenta e muitos anos. Dirigiu seu carro, financiado por três anos até os seus 90 anos de idade. Nos deu exemplo de como acreditar na vida.
Casou com minha avó, Alcione Ramalho, uma mulher incrível. Pianista, advogada, professora, pintora e um exemplo de pessoa - em Araraquara há até uma rua com o nome dela.
Amâncio Ramalho, o vovô, ainda teve cinco filhos. Minha mãe, Maria do Carmo Ramalho Rodrigues de Almeida - já falecida - que também era um exemplo de luta e inteligência que jamais vi igual. Morreu de câncer aos 54 anos, já sem cabelos apresentou sua tese de doutorado na USP e foi aplaudida de pé pela banca. Mamãe .. quanta saudade que tenho de você apesar de estar presente em meus sonhos quase que diariamente. Vovô ainda teve meu tio Mancinho que é meu padrinho, ortopedista lá em São Paulo do hospital Einstein, e minhas tias queridas Amabela, Tia Jer e Tia Cyo. Essas duas últimas são engenheira e advogada respectivamente.
Por tudo isso e pelo exemplo que ele deixou não poderia me permitir pensar em coisas ruins. Vovô se foi mas deixou uma linda família que eu amo e que me sinto abençoada por ter.
No dia do enterro, ontem, meu tio Mancinho me perguntou se eu gostaria de falar alguma coisa e eu falei bem baixinho alguma coisa de exemplo e saudade. Parecia que meu tio sabia que eu queria falar, sexto sentido de padrinho!
Eu não falei pra todos ouvirem mas vou dizer aqui o que gostaria de ter dito.
- Sim, tio. Quero dizer que hoje é um dia especial pra nós todos, naturalmente estamos tristes por saber que nunca mais ouviremos as histórias do vovô e que nunca mais vamos ouvir qualquer palavra dele, nem mesmo olhar pra sua carinha e seus olhos azuis. Isso é triste mas penso que precisamos entender a vida e nos conformarmos que esse é o caminho natural dela.
Precisamos, mais do que entender, agradecer por tudo que o vovô fez por nós, por toda a educação que ele deu a cada um de nós. Casou com uma mulher incrível que é a vovó e teve cinco filhos batalhadores, trabalhadores e com profissões de sucesso. Médico, advogada, engenheira, socióloga estatística e epidemiologista. Cada filho com sua particularidade, com seus defeitos e qualidades. Somos sim humanos. Acertamos e erramos.
Neste momento peço união, que cada um de nós repense, que cada desavença se desfaça nesse momento que pede por UNIÃO.
Um dia todos nós iremos e com certeza levaremos apenas as lembranças boas e também as mágoas que não nos deixam livres por conta de ego.
Quero tio, agradecer minha família por poder fazer parte dela, se não fosse o vovô nós não estaríamos vivos aqui. Eu, Juliana, Carol, Gabi, Deginha, Belinha, Guilherme, Lú e todos vocês meus tios que amo tanto.
Vamos lembrar apenas dos momentos bons, das risadas, das vitórias, da fazenda do vovô em Monções que nos deu tanta alegria. Lembrar dos natais, das dancinhas das primas e teatrinhos que tanto nos emociona. Que infância maravilhosa tivemos nós primos.
Quero uma salva de palmas para o vovô que nos forneceu tudo isso e muito mais que este momento não permite lembrar!!
Um bejo no coração de todos, era isso que queria dizer.
Blog da DAHRAM
Obrigada pela sua visita!!
Neste Blog comentarei sobre lugares que já passei, acontecimentos do cotidiano e o que mais me der na telha.
Seja bem vindo para postar comentários, enviar sugestões e aproximar suas idéias comigo!!
Fique à vontade!!
Bejo a todos
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Meu nome não é Deborah
Depois de uma reunião bastante produtiva pela manhã, daquelas que a gente gasta energia física para os neurônios funcionarem melhor me permiti almoçar no restaurante de minha preferência especializado em comida japonesa.
Sozinha, entrei na casa já sem nenhuma neura de "O que será que estão pensando de mim ali sozinha enquanto todas as mesas estão com ao menos três pessoas?" (Esse tipo de sentimento já fez parte de mim). De cara encontrei um grande colega de trabalho da época de senado, um senhor mais velho, bastante querido, ex secretário de Estado que já me ajudara bastante em todos os aspectos de minha vida, inclusive no lado pessoal - crises de TPM.
Muito educado, me convidou para sentar em sua mesa, ele aguardava a família que de vez em quando até via pelos corredores do congresso, mas nunca parei para conversar com nenhum deles. De imediato, agradeci e recusei o convite mas logo todos chegaram e ficou bastante desconfortável eu não aceitar. Fico me perguntando, porque aceitei? Maldita hora!
Bom, no meu dia a dia algumas pessoas me chamam de Daniela, Dani, outros de Dahram. Tem aqueles ainda que ficam em cima do muro, não sabem se me chamam disso ou daquilo e inventam apelidos estranhos como Dah, Dáam, Dáram, enfim...
Já na minha posição de "Estou desconfortável, me tirem daqui, que venha um teletransportador e me deixe no meu quarto, debaixo da cama" meu querido colega me apresenta para sua família bastante amorosa.
- Gente, esta é minha grande amiga de senado, trabalhadora, estudada e que agora é DJ. O nome dela é Deborah.
Ah??? D-E-B-O-R-A-H?? Meu nome não é Deborah, socoooooooooorro! Ele havia me apresentado de forma elegante, todos estavam de pé, sorrindo pra mim. Sua esposa já de imediato inclinou seu corpo e disse - "Prazer Deborah, seja bem vinda aqui conosco". Todos me cumprimentaram e eu fiquei com aquela cara de tacho.
Pensei, sei que iria ficar uma situação um tanto quanto desconfortável contrariar aquele respeitado ex secretário mediante sua família. Me apresentou como se entrega um prêmio de Oscar daquele jeito. "The Oscar goes toooo, DEBORAHHHHH" tarararararara e vem aquele aplauso.
Sentamos à mesa e eu fiquei pensando em como iria desfazer aquela situação duplamente desagradável. Deixei quieto, pensei em nossos encontros que ocorrem normalmente de três em três anos ao acaso.
- A Deborah é um exemplo, minha filha, ela é jornalista, foi assessora de imprensa, apresentadora e agora é DJ. Ela ganhou até um concurso na TV, disse o ex secretário.
- Nossa pai, uma vez eu vi na TV um concurso de DJ na TV mas era com os famosos da Globo.
Ufa, ela viu apenas a edição que não estava.
- E me conta, DEBORAHHH, como é essa vida de DJ? Perguntou a esposa.
Que situação!!!!!!!!!!
Contei das minhas experiências e casos que vivi mas sem muitos detalhes.
Sei que no final da conversa eu já havia me tornado DEBY, a DJ DEBY.
O pior é que pegaram meu número de telefone, mas com certeza vão achar que anotaram errado, se Deus quiser!!
Meu nome não é DEBORAHHHH
Sozinha, entrei na casa já sem nenhuma neura de "O que será que estão pensando de mim ali sozinha enquanto todas as mesas estão com ao menos três pessoas?" (Esse tipo de sentimento já fez parte de mim). De cara encontrei um grande colega de trabalho da época de senado, um senhor mais velho, bastante querido, ex secretário de Estado que já me ajudara bastante em todos os aspectos de minha vida, inclusive no lado pessoal - crises de TPM.
Muito educado, me convidou para sentar em sua mesa, ele aguardava a família que de vez em quando até via pelos corredores do congresso, mas nunca parei para conversar com nenhum deles. De imediato, agradeci e recusei o convite mas logo todos chegaram e ficou bastante desconfortável eu não aceitar. Fico me perguntando, porque aceitei? Maldita hora!
Bom, no meu dia a dia algumas pessoas me chamam de Daniela, Dani, outros de Dahram. Tem aqueles ainda que ficam em cima do muro, não sabem se me chamam disso ou daquilo e inventam apelidos estranhos como Dah, Dáam, Dáram, enfim...
Já na minha posição de "Estou desconfortável, me tirem daqui, que venha um teletransportador e me deixe no meu quarto, debaixo da cama" meu querido colega me apresenta para sua família bastante amorosa.
- Gente, esta é minha grande amiga de senado, trabalhadora, estudada e que agora é DJ. O nome dela é Deborah.
Ah??? D-E-B-O-R-A-H?? Meu nome não é Deborah, socoooooooooorro! Ele havia me apresentado de forma elegante, todos estavam de pé, sorrindo pra mim. Sua esposa já de imediato inclinou seu corpo e disse - "Prazer Deborah, seja bem vinda aqui conosco". Todos me cumprimentaram e eu fiquei com aquela cara de tacho.
Pensei, sei que iria ficar uma situação um tanto quanto desconfortável contrariar aquele respeitado ex secretário mediante sua família. Me apresentou como se entrega um prêmio de Oscar daquele jeito. "The Oscar goes toooo, DEBORAHHHHH" tarararararara e vem aquele aplauso.
Sentamos à mesa e eu fiquei pensando em como iria desfazer aquela situação duplamente desagradável. Deixei quieto, pensei em nossos encontros que ocorrem normalmente de três em três anos ao acaso.
- A Deborah é um exemplo, minha filha, ela é jornalista, foi assessora de imprensa, apresentadora e agora é DJ. Ela ganhou até um concurso na TV, disse o ex secretário.
- Nossa pai, uma vez eu vi na TV um concurso de DJ na TV mas era com os famosos da Globo.
Ufa, ela viu apenas a edição que não estava.
- E me conta, DEBORAHHH, como é essa vida de DJ? Perguntou a esposa.
Que situação!!!!!!!!!!
Contei das minhas experiências e casos que vivi mas sem muitos detalhes.
Sei que no final da conversa eu já havia me tornado DEBY, a DJ DEBY.
O pior é que pegaram meu número de telefone, mas com certeza vão achar que anotaram errado, se Deus quiser!!
Meu nome não é DEBORAHHHH
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Jundiaí
Olá pessoal.
Estou muito feliz por tocar novamente em São Paulo, adoro ir pra lá, a energia é incrível e tenho muito amigos.
Nessa sexta estarei em Jundiaí tocando no Clube Jundiaiense. É festa de níver do clube. Quero até agradecer o carinho de todos de lá pois recebi em casa um exemplar da revista na qual sai na capa dela.
Portanto, pessoal de Jundiaí me aguardem pois estou preparando um set bem maneiro pra vocês!!
Um mega bejo e até lá
Estou muito feliz por tocar novamente em São Paulo, adoro ir pra lá, a energia é incrível e tenho muito amigos.
Nessa sexta estarei em Jundiaí tocando no Clube Jundiaiense. É festa de níver do clube. Quero até agradecer o carinho de todos de lá pois recebi em casa um exemplar da revista na qual sai na capa dela.
Portanto, pessoal de Jundiaí me aguardem pois estou preparando um set bem maneiro pra vocês!!
Um mega bejo e até lá
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Novo set
Olá ..
Depois de muito tempo sem ter tempo de parar e fazer um novo set, resolvi reservar um tempinho para executar.
As músicas já estão escolhidas mas ainda tenho um pequeno problema com meus monitores de referencia, estão dando interferência com com alguma coisa que ainda não sei o que é. Já troquei cabos, tomada, coloquei em 220v e nada.
terei de chamar um técnico de som para isso. Mas antes do meu niver, 3 de setembro, quero terminar tudo.
Ao menos consegui resolver meu problema com o Traktor, depois de meses com vários probleminhas consegui fazer o bichinho funcionar direito. E só de pensar que ele já tá virando obsoleto me entristece. Tanta tecnolgia surgindo que tudo se torna antigo num piscar de olhos.
Boa quinta pra todos
Bejo
Dahram
Depois de muito tempo sem ter tempo de parar e fazer um novo set, resolvi reservar um tempinho para executar.
As músicas já estão escolhidas mas ainda tenho um pequeno problema com meus monitores de referencia, estão dando interferência com com alguma coisa que ainda não sei o que é. Já troquei cabos, tomada, coloquei em 220v e nada.
terei de chamar um técnico de som para isso. Mas antes do meu niver, 3 de setembro, quero terminar tudo.
Ao menos consegui resolver meu problema com o Traktor, depois de meses com vários probleminhas consegui fazer o bichinho funcionar direito. E só de pensar que ele já tá virando obsoleto me entristece. Tanta tecnolgia surgindo que tudo se torna antigo num piscar de olhos.
Boa quinta pra todos
Bejo
Dahram
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Calma na vida
Dirigir mais devagar me deu mais calma nos meus dias. Sempre fui ansiosa, queria chegar rápido em tudo. Mas desde quando resolvi tirar o pé do acelerador, minha vida se tornou melhor. No começo foi difícil, de repente me pegava nos 100km/h mas agora, além de não ter mais multas me tornei mais paciente com as pessoas e comigo mesma. Vamos devagar e sempre pois além de tudo, a pressa é inimiga da perfeição.
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